O Brasil, teoricamente, é um Estado laico, o que implica liberdade de crença religiosa ou não. Pressupõe-se que, a serviço do Estado, as pessoas não serão constrangidas ou obrigadas a seguirem uma religião ou nenhuma. Nesse sentido, espera-se neutralidade do Estado em tais questões.

Para os negros, as chances de ingressar no ensino superior sempre foram remotas, principalmente no nosso contexto histórico e cultural escravagista que inferioriza tanto negros quanto pobres no Brasil.

Apesar da existência dessas leis (Lei Maria da Penha e Lei do Feminicídio), além de outros artigos presentes na Constituição dos Direitos Humanos, muitas vezes elas não são cumpridas ou o Estado não oferece o atendimento adequado às vítimas conforme previsto. Consequentemente, muitas mulheres optam por não denunciarem seus agressores, desmotivadas...

Durante muito tempo o conceito de família era único, centrado no discurso de que família é composta por pai, mãe e filhos em uma união estável e laços sanguíneos. Ao longo do tempo essa ideia vem sido alimentada, o que criou a conhecida família tradicional, onde a base é o pai, que atua como chefe da casa, a mãe, que...

A arte e a cultura devem sair dos templos de pedras dos saberes eruditos. A arte e cultura brasileira deve ir para as ruas pela educação e cidadania, em uma linguagem mais popular e acessível pois pertence a toda nação comum brasileira que felizmente não é só composta de vários pernósticos falsos eruditos. A arte é do povo e a...

No dia 18 de janeiro de 2020 foi realizado no Campus I da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), o VIII Seminário de Estágio da Licenciatura em Educação do Campo (LEC). Com o tema "A escola do campo na prática: políticas públicas e diálogos locais", o evento promoveu reflexões sobre o estágio curricular supervisionado da...

Se a vida das comunidades indígenas do Brasil nunca foi fácil, atualmente não há diferença ou esperança de mudança, pois estão enfrentando grandes problemas no que concerne às demarcações de suas terras, haja vista que o executivo deixou bem claro que no atual governo não haverá demarcações.

O trabalho escravo é um fenômeno mais amplo do que se imagina. É fácil encontrar notícias de uma realidade que boa parte das pessoas desconhece ou imagina ser possível nesse mundo globalizado, o trabalho escravo nos bastidores da indústria fashion. Para uma prestação de serviços mais barata, muitos atentam contra a dignidade do ser humano, até com...

Toda a polêmica envolvendo o assunto deve levar a público esclarecimentos sobre a real importância de se trabalhar a educação sexual nas escolas que está, principalmente, ligada à proteção da vida. A temática permite, tanto um entendimento melhor das pessoas sobre processos do desenvolvimento de seus corpos e suas mentes, quanto permite um...

Resultado na avaliação do MEC é um importante reconhecimento de uma luta de longa data iniciada por movimentos sociais e agricultores para uma educação de qualidade e contextualizada.

Foi perceptível que muitas pessoas nunca tinham ouvido falar em agroecologia, mas possuem a consciência da relação humanizada com a natureza. Escolher a Agroecologia como centralidade do RP na Escola Família Agrícola de Veredinha foi uma oportunidade única para problematizar a realidade com legitimidade, pois estávamos envolvidos com as pessoas que...

De acordo com o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada)[1], em 2014, 26% dos brasileiros concordavam com a ideia de que mulheres que usam roupas que mostram o corpo mereciam ser atacadas. Mas embasadas em pesquisas de toda ordem - psicologia, sociologia, antropologia - além do óbvio, defendemos que não é de fato por causa das roupas que as...

Estudantes da Licenciatura em Educação do Campo (LEC) da UFVJM desenvolveram atividades formativas e contextualizadas com a realidade dos alunos da Escola Estadual Norberto de Almeida Rocha pelo programa Residência Pedagógica de agosto de 2018 a janeiro de 2020.

ARTIGO DE OPINIÃO

O que nos importa? 

por Roger Pereira 

Num/ mundo cada vez mais conectado, estamos a poucos cliques de qualquer informação. Não precisamos de mais do que alguns segundos para saber as principais notícias do Brasil ou do mundo, lendo, ouvindo ou vendo, quase que em tempo real, os acontecimentos mais importantes nos sendo transmitidos ou relatados pelos mais diversos canais. Mas e os fatos que acontecem ao nosso redor? O jornalismo de massa e globalizado nos permite acompanhar passo a passo as guerras no Oriente Médio, as disputas comerciais entre Estados Unidos e China, o drama dos refugiados (sírios ou venezuelanos). O noticiário não nos deixa esquecer a prisão do ex-presidente Lula, nos alerta sobre cada centavo que o dólar oscila a cada hora do dia, nos deixa por dentro da vida das celebridades e nos notifica a cada gol do Flamengo. 

É muito bom estar bem informado. O acesso a todo esse conteúdo nos permite formar nossos conceitos, escolher em quem confiar nosso voto, decidir se é hora de poupar dinheiro ou comprar um bem. Nos dá cultura, nos deixa mais preparados para o dia a dia. 

Mas será que os grandes jornais, sites ou programas de notícias na TV nos dão todas as notícias que precisamos? Mais: será que nos dão as notícias que mais precisamos? As informações e os acontecimentos que mais influenciam nossas vidas não são os de São Paulo, nem de Brasília, muito menos, de Washington. A notícia que realmente importa é a que acontece na nossa comunidade, ao nosso redor. E isso não sai no jornal. 

Essa é a função do jornalismo comunitário: um jornalismo feito pela comunidade e para a comunidade, em que o que importa, e só o que importa, é o que acontece neste local ou grupo específico. Aqui, a notícia é o nosso problema do dia a dia, os grandes fatos são os acontecimentos que envolvem a nossa gente, os principais eventos, os que ocorrem do lado de nossa casa.

Que notícia influencia mais a nossa vida? Uma reunião da ONU sobre a crise ambiental, ou um programa na nossa região para incentivar a produção de orgânicos? A retomada do programa espacial da NASA ou a mudança do horário do ônibus que pegamos todos os dias? O vencedor do prêmio Nobel ou um novo curso ofertado na nossa universidade? A crise política nos Estados Unidos, ou a criação de um conselho local? Os gols do Neymar ou um programa de iniciação esportiva lançado para nossas crianças? O próximo disco da Anitta ou a programação cultural de nossa cidade? 

O jornalismo comunitário traz informação específica e relevante para a comunidade a que se propõe a atender; deixa a população ciente dos problemas e dos acontecimentos do local; envolve as pessoas na produção de conteúdo; promove ações e, até, produtos locais com eficiência; e aumenta o poder de reivindicação do povo perante as autoridades. Faça parte do seu jornal comunitário: informe-se e ajude a informar...