Olhares do Campo é um projeto de ensino centrado tanto no apoio à formação dos licenciandos em Educação do Campo da UFJVM, quanto no fortalecimento de uma comunicação comunitária na região de abrangência desse curso. Atualmente conta com colaboradores nas seguintes regiões do estado: Jequitinhonha, Mucuri e Norte de Minas. O projeto foi aprovado no edital do Programa de Apoio ao Ensino de Graduação - PROAE 2018, administrado pela Pró-Reitoria de Graduação - PROGRAD - desta mesma universidade.

De agosto de 2018 a janeiro de 2020 a E.E. Pe. João Afonso recebeu o Programa Residência Pedagógica - programa federal de apoio, grosso modo, ao estágio de futuros professores. O trabalho desenvolvido foi protagonizado pelos graduandos da Licenciatura em Educação do Campo (LEC), da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM).

A Escola Maria Elisa Valle de Menezes realizou no dia 20 de novembro, na comunidade de Engenheiro Dolabela, localizada a 45 km do município Bocaiúva, o concurso de poesia com a temática da Consciência Negra. A vencedora do concurso foi a aluna Carolina Adriele do 8º ano do ensino fundamental.

A escola tem um papel importante na prevenção da gravidez na adolescência, pois cabe a ela trabalhar temas voltados à saúde e à sexualidade, de modo que construam conhecimentos sobre esses temas tão presentes na vida de todos, além de um acompanhamento contínuo da vida dos estudantes que deveria ser feito por psicólogos, tendo em vista aprovação...

As tradições culturais e familiares foi tema de um Plano de Estudos na Escola Família Agrícola (EFA) de Araçuaí. A fim de entender melhor essas tradicionais, vistas a partir da realidade dos sujeitos da região, universitários do curso Licenciatura em Educação do Campo (LEC) da UFVJM participaram de encontros e atividades com os envolvidos em...

A Marcha das Margaridas deste ano teve como tema "A Marcha das Margaridas na luta por um Brasil com soberania popular, democracia, justiça, igualdade e livre de violência". A sexta edição do evento reuniu cerca de 100 mil mulheres em Marcha em direção à Esplanada dos Ministérios.

ARTIGO DE OPINIÃO

O que nos importa? 

por Roger Pereira 

Num/ mundo cada vez mais conectado, estamos a poucos cliques de qualquer informação. Não precisamos de mais do que alguns segundos para saber as principais notícias do Brasil ou do mundo, lendo, ouvindo ou vendo, quase que em tempo real, os acontecimentos mais importantes nos sendo transmitidos ou relatados pelos mais diversos canais. Mas e os fatos que acontecem ao nosso redor? O jornalismo de massa e globalizado nos permite acompanhar passo a passo as guerras no Oriente Médio, as disputas comerciais entre Estados Unidos e China, o drama dos refugiados (sírios ou venezuelanos). O noticiário não nos deixa esquecer a prisão do ex-presidente Lula, nos alerta sobre cada centavo que o dólar oscila a cada hora do dia, nos deixa por dentro da vida das celebridades e nos notifica a cada gol do Flamengo. 

É muito bom estar bem informado. O acesso a todo esse conteúdo nos permite formar nossos conceitos, escolher em quem confiar nosso voto, decidir se é hora de poupar dinheiro ou comprar um bem. Nos dá cultura, nos deixa mais preparados para o dia a dia. 

Mas será que os grandes jornais, sites ou programas de notícias na TV nos dão todas as notícias que precisamos? Mais: será que nos dão as notícias que mais precisamos? As informações e os acontecimentos que mais influenciam nossas vidas não são os de São Paulo, nem de Brasília, muito menos, de Washington. A notícia que realmente importa é a que acontece na nossa comunidade, ao nosso redor. E isso não sai no jornal. 

Essa é a função do jornalismo comunitário: um jornalismo feito pela comunidade e para a comunidade, em que o que importa, e só o que importa, é o que acontece neste local ou grupo específico. Aqui, a notícia é o nosso problema do dia a dia, os grandes fatos são os acontecimentos que envolvem a nossa gente, os principais eventos, os que ocorrem do lado de nossa casa.

Que notícia influencia mais a nossa vida? Uma reunião da ONU sobre a crise ambiental, ou um programa na nossa região para incentivar a produção de orgânicos? A retomada do programa espacial da NASA ou a mudança do horário do ônibus que pegamos todos os dias? O vencedor do prêmio Nobel ou um novo curso ofertado na nossa universidade? A crise política nos Estados Unidos, ou a criação de um conselho local? Os gols do Neymar ou um programa de iniciação esportiva lançado para nossas crianças? O próximo disco da Anitta ou a programação cultural de nossa cidade? 

O jornalismo comunitário traz informação específica e relevante para a comunidade a que se propõe a atender; deixa a população ciente dos problemas e dos acontecimentos do local; envolve as pessoas na produção de conteúdo; promove ações e, até, produtos locais com eficiência; e aumenta o poder de reivindicação do povo perante as autoridades. Faça parte do seu jornal comunitário: informe-se e ajude a informar...