RELIGIÃO: FORTE ELEMENTO TRADICIONAL DAS COMUNIDADES DO ALTO RIO PARDO

por Emanuela Raymunda de Souza Miranda

Fonte: Arquivo pessoal. Celebração de missa e levantada de bandeira realizado no Centro Comunitário de Matrona. (2018)

Quando se fala das comunidades rurais inseridas na região norte do estado de Minas Gerais, é notável que um elemento que se torna forte em suas culturas e tradições é a religião. Na microrregião do Alto Rio Pardo, onde se inserem 15 municípios, não é diferente. A religião, seja esta qual for, se torna forte elemento de desenvolvimento nas comunidades. Segundo alguns moradores, a origem de algumas comunidades ocorreu a partir de grupos de pessoas que se reuniam com o propósito de orar. Um exemplo dessa situação seria a comunidade Matrona, situada no município de Taiobeiras.

A comunidade possui atualmente 40 famílias que residem no território, sendo que a imensa maioria dos moradores é praticante do catolicismo. Hoje em dia, assim como a maioria das outras comunidades, Matrona possui um centro comunitário. Esse espaço é utilizado tanto para reuniões feitas pela associação local, como também para eventos religiosos, feito missas semanais e festas tradicionais ligadas à igreja. Dentre essas festas, podem-se destacar as festas de Santo Antônio, São João e levantadas de bandeiras, todas acontecidas no mês de junho; Nossa Senhora Aparecida, no mês de outubro; além das novenas e da Folia de Reis, comuns nos meses de dezembro e janeiro.

Fonte: Arquivo pessoal. Altar religioso na casa de uma moradora da comunidade Matrona. (2018) 

A partir do forte elemento religioso, a maioria das comunidades rurais do Alto Rio Pardo constroem suas formas de viver e tradições. Em referência ao modo de vida, podem-se citar discussões realizadas nos grupos de orações, que envolvem temas como meio ambiente, território, agroecologia, dentre outros. Sendo assim, nota-se que a religião entra não somente com o papel da fé cristã nas comunidades, mas também as auxiliam muitas vezes a refletirem questões locais e pertinentes, encarando os sujeitos da comunidade enquanto cidadãos que vivem em um território que necessita da união comunitária para desenvolvê-lo.

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