COMUNIDADE DE SANTA LUZIA, EM JENIPAPO DE MINAS, TEM ROTINA ALTERADA COM PANDEMIA DO CORONAVÍRUS

Apesar de não haver nenhum caso confirmado na região, a comunidade rural Santa Luzia, do município de Jenipapo de Minas, tem sua rotina transformada durante a pandemia.

Por Denise Pinheiro Rodrigues

Foto: Igreja da comunidade por Denise Pinheiro Rodrigues
Foto: Igreja da comunidade por Denise Pinheiro Rodrigues

O coronavírus, conhecido como transmissor da doença covid-19, espalhou-se pelo mundo e, desde então, todos os países entraram em alerta e até cidades pequenas e comunidades rurais, como Santa Luzia no município de Jenipapo, sofrem as consequências disso com muitos impactos ocorreram nos setores econômico e educacional. A comunidade rural Santa Luzia, composta por vinte e cinco famílias, teve suas rotinas transformadas desde a chegada da covid-19 ao Brasil e, desde então, tem se mobilizado com medidas de controle da expansão do vírus. A principal medida adotada no município, bem como na comunidade, foi o isolamento social e o adiamento de eventos que gerem aglomerações. O mês de maio, por exemplo, costuma ser um mês agitado no município. Diante da situação, de acordo com a página da prefeitura no Facebook1, foram cancelados a 7ª Corrida do Trabalhador, que aconteceria no dia do trabalhador, 01/05/2020; o 4º Trilhão, um evento da Equipe Jenitrail que aconteceria no domingo 03/05/2020; e o 3º Passeio Ciclístico que aconteceria dia 17/05/2020. Os comunicados oficiais são reproduzidos abaixo.

Os jovens e crianças tiveram suas aulas suspensas e, assim como os demais moradores, deslocam-se até a cidade somente em casos de extrema urgência. Os comércios não-essenciais, como lojas diversas e salões de beleza, foram fechados, com isso o fluxo de pessoas na cidade e o deslocamento de moradores da zona rural até a cidade caiu drasticamente. Nos supermercados, que estão localizados na cidade, a entrada é limitada a apenas três pessoas por vez. Do mesmo modo, a Policlínica da cidade só atende casos graves ou com sintomas que possam gerar suspeita do covid-19; sendo assim, problemas de saúde que surgem na comunidade são remediados apenas em casa com remédios caseiros ou de farmácia.

Outro ponto de destaque é a situação de trabalho de muitos. O desemprego já era constante na região e essa situação têm se agravado. Muitas pessoas que trabalhavam em serviços domésticos e no comércio foram despedidas; como a informalidade é grande, muitos ficaram sem direitos como acerto de contas. Além disso, as designações das escolas estaduais foram todas canceladas e, então, gerou-se uma grande instabilidade no setor profissional que afetou de imediato a economia das famílias.

Um morador da comunidade relatou que, apesar dos serviços na cidade estarem parados, no campo o trabalho continua. Assim, as atividades do agricultor familiar, do produtor e do campesino seguem; no entanto, os que dependiam das feiras na cidade para suas rendas com vendas de verduras, legumes, quitandas e queijos sofrem no bolso com essa quarentena. Em resposta a essa situação, agora produzem apenas por encomenda ou vendem somente na comunidade, o que representa queda de faturamento.

Todas essas transformações são bem compreendidas pelos moradores da comunidade, apesar do impacto negativo na economia. Os moradores obedecem às recomendações se prevenindo e uma rotina antes agitada agora se encontra parada. Apesar da tensão e do medo que paira sobre o país, na comunidade o clima de fé e esperança reina acima de qualquer outro, onde os moradores se agarram à sua religiosidade para se confortarem durante um momento tão delicado, que não apenas a comunidade e o país vivem, mas o mundo.

1 <https://www.facebook.com/pg/prefeiturajenipapodeminas/>